AMOR

Samuel Taylor Coleridge
(1772 - 1834)

 

Todos os pensamentos, todas as paixões, todos os prazeres

O que quer que excite esta moldura mortal

Todos são apenas instrumentos do Amor,

E alimentam sua sagrada chama.

 

Com freqüência em meus sonhos acordados

Eu revivo aquele momento feliz,

Em que me sentava na encosta do monte,

Ao lado da torre em ruínas.

 

O luar, insinuando-se sobre o cenário,

Fundira-se às luzes da tarde;

E ela estava lá, minha esperança, minha alegria,

Minha querida Geneviève!

 

Recostava-se ao homem de armadura,

À estátua do Cavaleiro de armadura;

Quieta, escutava minha balada,

Em meio a luz fugidia...

 

Envolveu-me levemente em seus braços,

Apertou-me com um abraço frágil;

E, reclinando a cabeça, ergueu os olhos

E fitou-me o rosto.

 

Era parte amor, parte medo,

E em parte pintura acanhada,

E eu mais sentia do que via

O bater emocionado de seu coração.

 

Acalmei-lhe os medos, e ela se tranqüilizou

E falou de seu amor com orgulho virginal;

E assim ganhei Geneviève,

Bela noiva radiante e minha.

 

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