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NO SILÊNCIO DE MEU AMOR PROIBIDO
Eddyr de Carvalho
Te amo
No fundo de minha alma
Te amo e muito.
Não sou romântico,
Não sei escrever versinhos de amor...
É um amor de pecado e pureza
Mas como se na pureza não tem pecado?
Uns escrevem
Que esse tipo de amor,
Vem ser platônico
Se ser platônico
É ser ideal é ser puro
Então errante
Platonicamente nesta confusão
Por minha ignorância criada
Muito, mas muito te amo! ...
É meu segredo
É tão meu segredo
Que nem mesmo você sabe.
Não é que meu coração seja divido
Mas classifico
Em dois estágios.
Pode ser um amor de sonhos e ilusões
Pode ser fantasias de minha mente
Mas tenho a mente aberta
E me afundo nessa utopia
Acreditando no que real e ideal
Ou por total de vez me enganando...
Sei qual distancia nos separa
Sei de nosso querer e não querer
Sei de nosso poder e não poder
Sei que posso te embaraçar
No dia que eu deixar transparecer
Mas sei que serei por ti perdoado
Pois amar não é pecar
Amar é simplesmente
Deixar o coração aberto às paixões...
Tua pureza,
Tua ingenuidade,
Tua candura
Reflete na tua simplicidade
De aceitar-me como fiel amigo
E acabei traído por meus sentimentos.
Acabei me entregando a sonhos imaturos
E como um menino
A descobrir novos horizontes
Procuro ser lídimo
E acabo perdendo-me em minha alvura
Descobrindo que não posso tornar possível
O impossível...
Não sou romântico
Não escolho momentos
Para expor meus sentimentos.
Peco muito por ser sincero
Mas procuro expor
Meus sentimentos
De forma que minha linguagem
Seja aplicada correta e pura
Repleta de amor e ternura...
Confesso que não preciso
Te possuir
E ao mesmo tempo
Por ti ser possuído
Para que me sinta feliz.
Basta-me estar a teu lado
Junto com você realizando coisas
Calado sorrindo ou brincando
Para que me sinta feliz...
Confesso declaradamente ao meu
coração
Que te amo muito dentro de meu silencio
E que basta ouvir tua voz
Para que me realizes.
Não preciso com você ter orgasmos
Para provar que te amo.
Seria apenas um complemento carnal
De um amor proibido
Que se consumado
Estaria eu sendo mais um
No patamar dos adúlteros físicos
Pois já cometo o adultério de coração
E cônscio de meu pecado,
Não espero pelo divino perdão
Mas tudo isso me atiro
Porque além de me amar
Também muito em meu silencio te amo...
27 de
abril de 2005
Rio de Janeiro - 04:12
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