
Alma Delirante
Neide Salles
Acredito na estação
Do
embate assinalado
Envolta no disfarce da alegria
Padeço dias e noites absortas.
Assisto o nascer da alvorada
Envolta no manto do silêncio
Prenúncio de um novo dia:
Negro, incerto, vicioso...
Será vida ou morte a convidada?
Não sei, somente padeço...
Com a inércia que me acompanha
Apenas espero... alma delirante.
Vem o pôr-do-sol com tons
Vibrantes, obscuros talvez...
Encontro-me muda, desnuda;
Das concessões, das emoções...
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