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O BRILHANTE ADULTERADO
Neide Salles
Longa alameda percorrida...
Alucinada dedicação de vida.
Um vendaval de ilusões,
Inúmeras decepções.
Supus ser a mulher almejada,
Afortunada e cobiçada.
Ledo engano do destino,
Fui a quimera de um desatino.
Não colhi as flores na primavera,
Perdi-me nas nuvens e na hera...
Sequer colhi os frutos do outono,
Nunca escolhi um tom pra embalar o sono.
Permeando em diversos mares,
Iludi-me com mentirosos pesares,
Enobrecendo o brilhante adulterado.
Felizmente lhe digo: hoje tudo é passado!

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