REVENDO VELHOS ESCRITOS

Neide Salles

 

Relembrando o passado, revendo velhos escritos,

Noto quantas canções não foram ouvidas

Quantos amores não foram vividos

Hoje o passado é presente, mesmo que ausente.

 

O luar não tem o mesmo brilho da juventude

As estrelas não são majestosas como outrora

O regato perdeu o espelho que refletia a limpidez

Da alma, das feições do rosto... das marcas do tempo.

 

Revendo velhos escritos sinto não ter ousado mais

Levando a termo todos os sonhos e desatinos

Tudo se tornou nebuloso, obscuro, o medo me comanda.

Não bastasse o medo da vida moderna, existe a violência.

 

Revendo velhos escritos entendo o que sobrou

Da menina que sonhava e acreditava alcançar o topo

Da felicidade sem limites, acreditando que tudo era mágico.

Bastava crer no amor e acolher os sobejos, isto era felicidade!

 


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