SANGRAM OS POETAS
Poeta Gaivota
Nos tempos de hoje
sangram os poetas,
não sabe-se ainda,
de onde vem o sangue.
Se os espinhos moram
na garganta,
se o coração
foi mutilado.
Mas poeta,
por que teu
sangue brilha
como estrelas
cadentes?
Por que tua dor
acaricia os dedos
da alma nuvem?
O poeta de ontem,
fez-me uma visita,
espirrou estrelas
nas feridas do coração!
RJ - 21/10/2005
Todos os
direitos reservados ao autor.
| | | |