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Soneto Temporão
© Nathan de
Castro
Sem rumo, o meu
poeta segue em
frente
na busca pelos
trilhos da
paixão.
Em círculos os
versos, de
repente,
podem trazer as
chuvas da
estação.
As árvores se
enfeitam de
verão,
a terra aceita
os beijos da
semente
e o fruto da
saudade, –
temporão –
se perde na
canção do beijo
ausente.
Saudade, a tal
saudade - sempre
bela -,
cantando o teu
sorriso em minha
tela
e eternizando o
vôo nas
serenatas...
Violão, o som da
música e as
sonatas
são flores de
mentiras e
bravatas,
para escrever os
frutos de
revê-la.
Direitos
reservados ao
autor
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