Soneto Temporão
© Nathan de Castro



Sem rumo, o meu poeta segue em frente
na busca pelos trilhos da paixão.
Em círculos os versos, de repente,
podem trazer as chuvas da estação.

As árvores se enfeitam de verão,
a terra aceita os beijos da semente
e o fruto da saudade, – temporão –
se perde na canção do beijo ausente.

Saudade, a tal saudade - sempre bela -,
cantando o teu sorriso em minha tela
e eternizando o vôo nas serenatas...

Violão, o som da música e as sonatas
são flores de mentiras e bravatas,
para escrever os frutos de revê-la.

 

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Atualizada em 10 de dezembro de 2005.