
Folhetins das
máscaras ocultas
Maria José Limeira
Quando
tristeza é imensa,
é melhor não se mostrar.
Pois toda balança é pensa.
Não dá pra ir nem ficar.
Quando tristeza se aninha,
a máscara o olho esconde.
Bordado se faz com linha.
Viagem se faz de bonde.
Quando tristeza acontece,
é melhor ver e calar.
A saudade sobe e desce.
A dor se afoga no bar.
Quem tem tristeza definha.
Quem tem saudade arrefece.
A tristeza é só minha.
A saudade é de quem tece.
Direitos reservados à autora.
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