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Há lembrança de tudo que vivemos,
O azul do mar, passeios ao luar...
Madrugadas de amor furtivo,
E nossa arte de desejar...
Ouço com pesar nossos suspiros de amor.
Hoje minha alma emudece...
Desaparece.... enlouquece,
E nesta ânsia de te amar,
Ela clama delirante o nosso amor secular
Há lembrança da amargura
Da excitação incontida,
De nos entregar-mos, de ser-mos arrebatados
Pela nossa capacidade de amar...
E como em uma roda-viva,
Minha alma está esmorecida
Pela ausência da nossa dedicação
Mesmo ouvindo um: "Eu te amo!"
Minha voz silencia-se e melancoliza-se...
Foi devaneio, a nossa serenidade,
o nosso bem-querer, a nossa consciência,
a nossa reciprocidade? |