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Na praia, debruçada em pensamentos,
no silêncio de um sonho, quis do mar,
o consolo das ondas e dos ventos
para conter a dor ao te encontrar.
Por que então reviver os sentimentos
se o coração procura não chorar?
Por que buscar no amor ressentimento
se o próprio amor bem sabe perdoar?
Por que, pérola-sonho despertar-me?
Tens porventura um riso após o pranto
e o teu amor desejo de abraçar-me?
Por que, pérola-sonho, nos convida
depois de tanto tempo ao mesmo canto
se em outros desencontros foi-me vida?
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Direitos reservados à autora.
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